Uma audiência pública com a Energisa cuja finalidade foi de apresentar propostas e discutir possíveis saídas para o problema causado com a sensível elevação dos valores cobrados pelo fornecimento de energia ocorreu no dia 25 de janeiro, em Campo Grande, na Câmara Municipal de Campo Grande. Entre os diversos municípios representados, a cidade de Aparecida do Taboado se fez presente por intermédio do diretor do Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) no município e Secretário Interino de Administração, Jary Augusto Silva.

A audiência contou ainda com a participação de representantes de órgãos que representam consumidores de Mato Grosso do Sul e de Marcelo Salomão, titular da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho –Sedhast.

“Nós representamos todos os consumidores de Aparecida do Taboado que estão indignados com o aumento do valor da energia, assim como consumidores de boa parte de Mato Grosso do Sul. Essa é uma forma de solicitar medidas e providências”, disse.

O diretor Procon entregou nas mãos do Superintendente todas as demandas relativas às reclamações do aumento abusivo,  abertas neste mês de janeiro.

A reunião acabou com o anúncio do pedido abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Enquanto isso, a Energisa afirma que não vai suspender a cobrança e defende que os valores estão corretos.

Na audiência, a empresa reafirmou o aumento da temperatura como a causa do aumento da cobrança e diz que não foram encontrados erros na averiguação do consumo. “De todos os [casos] que averiguamos até o momento, estão todos corretos. Quem se sentir lesado deve procurar concessionária”, disse o representante da empresa, o coordenador comercial Jonas Ortiz. A empresa ainda afirma que não vai suspender as cobranças.


Foto:  Marcos Ermínio – Midiamax